CORREU, CHUTOU, CAIU, DOEU????


A fisgada nada mais é que uma lesão muscular que ocorre por excesso de atividade física rigorosa ou em alguma atividade normal no dia-a-dia. EXEMPLOS:

1.      Atividades que exigem movimentos repetitivos como lutas e ginástica

2.      Aceleração ou desaceleração súbita como a prática de corrida, futebol tênis, basquete

3.      Deficiência no aquecimento

4.      Fadiga no músculo por uso excessivo

5.      Despreparo físico para que o músculo possa exercer todos os movimentos que o corpo humano necessita.

O primeiro sinal é a dor súbita, às vezes acompanhado pela sensação de um estalo na coxa. Em algumas situações há um inchaço ou hematomas, dor no músculo afetado quando em repouso,sensibilidade ou fraqueza, tudo isso depende muito do grau da lesão.



O diagnóstico deve ser feito com base na história clínica, exame físico e exames de imagem. O paciente apresenta dor de início súbito, habitualmente após um movimento em alta velocidade. Pode ocorrer um estalido audível ou a sensação de que levou uma pedrada no local. Dependendo do grau de acometimento da musculatura, a dor pode variar de leve incômodo durante o esforço até à incapacidade para apoiar o pé no chão. Em alguns casos, é possível observar um defeito palpável, área de hematoma ou equimose (roxo).


Ressonância magnética ou ultrassonografia podem ser utilizadas para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da lesão (estiramento muscular, lesão parcial ou lesão completa).

Em lesões próximas da origem ou inserção da musculatura, é importante realizar radiografias para descartar eventuais fraturas por arrancamento ósseo, nas quais, ao invés de a musculatura se romper, ela arranca um fragmento do osso no local em que está presa.

A ressonância magnética e o ultrassom são igualmente eficazes para o diagnóstico das lesões musculares.



As lesões musculares podem ser classificadas em três tipos:

Grau I: estiramento de até 5% das fibras musculares. Apresenta bom prognóstico, com limitação leve e rápida restauração das fibras rompidas. Usualmente, o paciente não sente dor sem a realização de esforço físico;

Grau II: lesão de 5% a 50% das fibras musculares. Pode apresentar equimose leve (mancha roxa na pele). A dor é mais intensa e pode levar a alguma dificuldade para caminhar nos primeiros dias;

Grau III: lesão de mais de 50% das fibras musculares com importante perda da função e presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada a muito intensa. O edema, a equimose e o hematoma são mais pronunciados.


Como é o tratamento das lesões musculares?

A recuperação do tecido muscular ocorre em três fases de cicatrização. Cada uma delas requer um tipo de tratamento adequado:

Fase 1 - É a fase de formação de hematoma a partir do sangramento no local da lesão e a necrose das fibras lesionadas. O tratamento deve seguir o método PRICE, sigla em inglês para as ações de proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido. Medicações anti-inflamatórias podem ser utilizadas por curto período.

Fase 2 (reparo) - É a fase de formação de tecido cicatricial no local do hematoma. Neste momento, a fisioterapia pode se valer de métodos como o ultrassom e o laser para potencializar a reabsorção do hematoma, a redução do processo inflamatório e do espasmo e a reparação do tecido.

Fase 3 (remodelação) - Nesta etapa do tratamento, os exercícios para alongamento e fortalecimento ajudam a recuperar a função da musculatura, para possibilitar a retomada das atividades esportivas.


Retorno ao esporte

Para retornar ao esporte, é preciso respeitar as fases de cicatrização. O paciente deve apresentar força muscular e função equivalente às do membro não lesionado. O retorno deve ser bastante criterioso, uma vez que a recidiva destas lesões será maior quando o atleta retorna com a musculatura ainda fraca e desequilibrada.

O tempo estimado para o retorno ao esporte, em atletas de alto rendimento, varia conforme o grau da lesão:

Lesões Grau I: 1 a 2 semanas;

Lesões Grau II: 4 a 6 semanas;

Lesões Grau III: 2 a 3 meses.

Atletas de final de semana têm, em geral, maior grau de desequilíbrio muscular antes da lesão, pior preparo físico e disponibilidade limitada para a fisioterapia. Por essas razões, tendem a necessitar de um tempo extra até ter uma musculatura adequadamente preparada para o retorno ao esporte.


Lembrando que não existe uma receita de bolo única, e cada paciente deve ser avaliado de forma única. E o fisioterapeuta deve acompanhar cada fase do tratamento, sempre indicando técnicas e exercícios mais adequados para cada um.


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