Bico de Papagaio (Osteofitose): O que você precisa saber!!



Estima-se que cerca de 60% da população com mais de 45 anos é atingida pela osteofitose, número que se aproxima dos 90% quando se trata de pessoas com mais de 70 anos de idade.

Os maus hábitos de vida e o sedentarismo tem gerado um grande aumento dos problemas de coluna, sendo o bico de papagaio (osteofitose) um dos maiores exemplos disso.


Esse nome popular é devido a sua manifestação radiográfica. A formação óssea característica do quadro, oficialmente reconhecida como osteófito, lembra um pequeno bico de papagaio.

Além das alterações estruturais, os danos da osteofitose podem incluir fortes dores, movimentos limitados, perda da força muscular e alterações na sensibilidade e nos reflexos, em casos mais extremos porém raros.


Bico de Papagaio ou osteofitose é o surgimento de pequenas expansões ósseas ao redor dos discos da coluna vertebral, na maioria das vezes na região lombar ou cervical.


Em geral, a dor tem origem na compressão de nervos próximos às articulações das vértebras, sua intensidade é bastante variável, dependendo da localização e da gravidade da alteração.

Qual a diferença entre bico de papagaio e hérnia de disco?


São doenças que normalmente costumam gerar muita confusão, pois suas semeçlhanças são muitas.

Além de atingirem áreas bastante próximas, possuem sintomatologia parecida.

A hérnia de disco é um distúrbio de origem mecânica e afeta os discos intervertebrais. Mais especificamente, o núcleo localizado no interior desta estrutura.

Devido ao desgaste da coluna vertebral, ocasionado e influenciado por uma série de fatores, este pequeno núcleo em gel acaba vazando para fora do disco, sendo então comprimido a nervos próximos.

Tais alterações levam a dor local, fisgadas nas costas, formigamentos, sensação de rigidez, podendo causar ainda câimbras noturnas.

A diferença também pois no caso da hérnia de disco, não há formação óssea, que é a grande marca do que chamamos de bico de papagaio, e na Osteofitose, não ocorre escape do núcleo.


Má postura


Ter uma boa educação corporal é muito mais importante do que geralmente imaginamos. A má postura está por trás de muitos casos de lombalgia e cervicalgia. É preciso ter consciência do corpo.

A osteofitose pode estar relacionada ao posicionamento incorreto da coluna, o que desequilibra a estrutura, levando a um maior desgaste de algumas de suas regiões.

Como proteção, o corpo estimula o crescimento ósseo, na tentativa de amortecer tais danos.

Quando se fala em postura, o que nos vem a mente geralmente é alguém que passa o dia sentado. Mas devemos ir mais além, considerando ainda a posição que ficamos ao dormir, a maneira como caminhamos e a forma com que executamos atividades domésticas.


Outros fatores podem levar a osteofitose e merecem ser citados, dentre eles:

· Fatores genéticos

· Obesidade, pois leva a sobrecarga das estruturas que compõem a coluna

· Sedentarismo, pois o enfraquecimento muscular leva ao desequilíbrio da coluna, aumentando ainda o risco de traumas

· Fraturas

· Artrite reumatoide

· Artrite psoriásica

· Lúpus

· Esclerodermia

De maneira geral, os fatores citados tendem a produzir um maior desgaste das articulações das vértebras, o que acaba estimulando sua calcificação.


Sintomas

Geralmente, a osteofitose é assintomática. Muitos pacientes apresentarão esse sinal em radiografias e ressonâncias magnéticas da coluna, sem que tenham qualquer sinal ou sintoma.

Em raros casos, pode haver dor, que é decorrência do processo inflamatório ocasionado pelo crescimento ósseo anormal e pela compressão nervosa na região acometida.


Nos exames de imagem, encontraremos outras lesões associadas, como protrusões e abaulamentos de disco, hipertrofia do ligamento amarelo, e/ou compressões neuropáticas que podem ser a causa principal da dor.


Quando não tratada, a doença tende a avançar, aumentando sua sintomatologia. Nestes casos, além da dor, surge sensação de rigidez, dificuldades para caminhar, claudicação neurogênica e alterações da sensibilidade.


Tratamento

Os tratamentos necessários irão se basear na gravidade do distúrbio, em especial se há ou não comprometimento de raízes nervosas.

Normalmente, esses pacientes são tratados com uso de anti-inflamatórios e estimulantes da produção de cartilagem.


Tratamento fisioterapêutico

Sem dúvidas, uma das melhores alternativas é o tratamento fisioterápico para pacientes que sofrem com bico de papagaio.

Os recursos trabalhados são escolhidos com base nas necessidades e limitações de cada paciente. Deve-se levar em conta ergonomia, alterações mecânico-posturais, doenças articulares e a presença de patologias sistêmicas associadas.


A função do tratamento fisioterápico é promover e contribuir para a reabilitação do paciente, reduzindo sua dor e tratando as incapacidades já desenvolvidas.

Sendo assim, a fisioterapia não só controla os sintomas, como previne e trata disfunções.

· Alívio da dor

· Redução dos espasmos muscular

· Controle da inflamação

· Controle da rigidez

· Recuperação da força muscular

· Melhora do condicionamento físico

· Reestabelecimento da mobilidade e da função


Pilates

O Pilates é formado por uma combinação de exercícios voltada a correção postural, fortalecimento muscular e alongamento, geralmente trabalhados por meio de exercícios de força e flexibilidade.

Sendo assim, também uma ótima alternativa para quem sofre com bico de papagaio.

Geralmente, as atividades são realizadas sem carga sobre a coluna, sendo considerada uma modalidade de baixo impacto.

Além de aliviar diretamente as dores causadas pela doença, o Pilates age sobre os principais desalinhamentos da coluna, que são grandes desencadeadores de osteófitos.


Como prevenir

Inserir alguns hábitos simples a rotina pode fazer a diferença. Dentre as opções, bicicleta, natação e hidroginástica merecem destaque. O fortalecimento da musculatura paravertebral (musculatura lateral à coluna vertebral) pode ajudar a longo prazo, ajudando a diminuir a sobrecarga miomecânica sobre as facetas e articulações da coluna vertebral.

Sintetizamos algumas dicas práticas para que você fique atento:

· Mantenha hábitos alimentares saudáveis

· Pratique exercícios físicos regularmente

· Mantenha uma boa postura

· Fique atento a maneira como senta, dorme e trabalha

· Faça exames periódicos

· Em caso de doença crônica, faça o acompanhamento médico adequadamente

#fisioterapia #dor #bemestar #fisioterapiaparaenxaqueca #fisioterapiaesportiva #preventiva

#reabilitacao #corporevita

0 visualização

©2019 by Clínica CorporeVita. Fotos by LeãoStudio e Pipandreoli